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SETOR JUVENTUDE DA DIOCESE DE LUZ

Dom Antônio Carlos Félix


1. Evangelização dos Jovens e Setor Juventude  

 

A evangelização da juventude interessa muito à Igreja e a seus pastores. Temos um compromisso sério com a formação das novas gerações que, pressionadas por tantas propostas de vida, necessitam de muito discernimento, de coragem, de verdadeiros caminhos e, principalmente, de nossa presença amiga. Por sua vez, os jovens têm o direito de receber da Igreja o Evangelho e de ser introduzidos na experiência religiosa, no encontro com Deus e no contato com as riquezas da fé cristã. Por esse motivo é que criamos o Setor Juventude da Diocese de Luz e nomeamos uma Comissão Diocesana para coordená-lo.  

A Comissão Diocesana do Setor Juventude é o órgão responsável e com autoridade para: a) pensar a ação pastoral juvenil na Diocese de Luz, levando em conta o que cada pastoral e movimento já faz a favor dos jovens nas paróquias e comunidades; b) elaborar diretrizes pastorais diocesanas para os grupos eclesiais que atuam na evangelização da juventude; c) coordenar as atividades pastorais juvenis em âmbito diocesano, sobretudo a realização do Dia Nacional da Juventude (DNJ).  

A Comissão Diocesana do Setor Juventude se compõe dos seguintes membros: Assessor Diocesano e Padre de Referência na Forania de Piumhi: Pe. Adriano; Padre de Referência na Forania de Bambuí: Pe. Pedro; Diácono de Referência na Forania de Abaeté: Diác. Valter; Padre de Referência na Forania de Lagoa: Pe. Marcelo; Padre de Referência na Forania de Formiga: Pe. João Álisson.  

Fazem parte do Setor Juventude: Pastoral da Juventude, Juventude Missionária, Movimento de Cursilho de Jovens, Renovação Carismática Católica, Conferência Vicentina de Jovens, EAC, EJC, MAC, Catequese de Crisma, Catequese para os Noivos, Ensino Religioso Escolar, Serviço de Animação Vocacional etc.  

 

2. Realidade cultural e perfil da juventude atual  

 

Conhecer o jovem é condição prévia para evangelizá-lo. Não se evangeliza a quem não se conhece.  

Hoje, os jovens e a Igreja em que vivem são influenciados pela modernidade e a pós-modernidade. Alguns elementos deste momento histórico exercem grande influência na mentalidade, nos valores e no comportamento de todas as pessoas. Não podemos ignorar estas mudanças. Dentre estes elementos destacamos a subjetividade, as novas expressões de vivência do sagrado e a centralidade das emoções.  

A juventude possui potencialidades para renovar a sociedade e a Igreja, pois é a fase da vida humana de maior energia, criatividade, generosidade e potencial de engajamento.  

No Brasil há 34 milhões de jovens entre 15 e 24 anos de idade, o que representa 20% da nossa população. A juventude brasileira é marcada por uma extrema diversidade e manifesta as diferenças e as desigualdades sociais que caracterizam nossa sociedade. Uma minoria dos jovens tem um padrão de vida elevado. A maioria, porém, é fortemente atingida pelos mecanismos de exclusão social: têm acesso restrito à educação de qualidade; estão desempregados ou subempregados por não estarem qualificados para o mercado de trabalho; ganham pouco; envolvem-se com drogas; são vítimas da violência no campo e na cidade; têm acesso limitado à cultura e ao lazer.  

Constata-se que o perfil religioso do jovem brasileiro é semelhante ao da população: 75% se dizem católicos. A maior parte desses jovens vive algum tipo de experiência religiosa, muito embora não esteja ligada à Igreja. Os jovens inseridos na comunidade eclesial dispõem generosamente de seu tempo livre para desenvolver as atividades de seu grupo: grupo de jovens (da PJ, EAC, EJC, MAC, RCC, Cursilho, Juventude Missionária), catequese, liturgia, ministério de música, conferência vicentina, grupo de oração.  

 

3. Desafios e perspectivas para a evangelização da juventude  

 

Tendo como pano de fundo a realidade cultural e o perfil desta nova geração de jovens, acreditamos que, para responder à luz dos princípios da fé cristã e de maneira qualificada aos anseios da juventude, às necessidades da Igreja e aos sinais dos tempos, necessitamos das seguintes linhas de ação:  

a) Formação integral do discípulo: Formação em todas as dimensões: psicoafetiva (processo da personalização); psicossocial (processo de integração); mística (processo teológico-espiritual); política (processo de participação-conscientização); técnica (processo de capacitação-metodologia).  

b) Espiritualidade: Favorecer aos jovens a experiência de Deus mediante a oração pessoal e comunitária, a participação na comunidade, a leitura orante da Sagrada Escritura, a vivência dos sacramentos, a devoção a Nossa Senhora, os encontros espirituais, as leituras e reflexões pessoais.  

c) Pedagogia de formação: Priorizar a experiência à teoria, apostar nos pequenos grupos e nos eventos de massa (DNJ), ter clareza em relação aos níveis de evolução do processo de acompanhamento dos jovens: prestação de serviços, organização do grupo de jovens, organização dos grupos em uma rede, necessidade de um projeto pastoral compartilhado, crescimento por etapas.  

d) Discípulos para a missão: Quando assimila o Evangelho como uma Boa Notícia, o jovem quer partilhá-la. De discípulo torna-se missionário. O jovem evangeliza melhor outro jovem do que o adulto.  

e) Estrutura de acompanhamento: A evangelização da juventude passa pelo fortalecimento das estruturas organizativas que acompanham o processo de educação na fé dos jovens e pela organização de uma coordenação mais ampla – Setor Juventude – que envolva todas as forças que trabalham com jovens: PJ, EAC, EJC, MAC, RCC, SAV, Cursilho, Juventude Missionária, Pastoral da Crisma, Vicentinos etc.  

f) Ministério da Assessoria: Identificar e capacitar assessores adultos, pois não há processo de educação na fé sem acompanhamento e não há acompanhamento sem acompanhante.  

g) Diálogo fé e razão: O jovem de hoje se deixa fascinar pela racionalidade das ciências e tecnologias, pela eficiência e organização da sociedade produtiva e do mercado, de tal forma que freqüentemente sua fé entra em conflito com a razão, o que o leva ao abandono da fé. A ação pastoral-missionária deve favorecer uma fé madura e crítica e não apenas uma fé emocional ou infantil.  

h) Direito à vida: Atuar no sentido de garantir o direito dos jovens à vida digna e ao pleno desenvolvimento de suas potencialidades, através dos seguintes meios: educação, trabalho e renda, cultura e lazer, segurança, assistência social, saúde e participação social.  

 


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